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Proteção de dados e privacidade em 2026
A expectativa é de que os investimentos brasileiros em privacidade e segurança da informação acelerem de forma significativa nos próximos anos. Esse avanço é impulsionado tanto pela consolidação da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, quanto pelo crescimento contínuo das ameaças cibernéticas, que pressionam as empresas a reforçarem suas estruturas de proteção.
Projeções de investimento
Expansão Relevante no Setor: Entre 2026 e 2028, o mercado nacional de segurança da informação deve movimentar cerca de R$ 104,6 bilhões, indicando um crescimento acumulado de 43,8% no período;
Alta Anual Consistente: Somente em 2026, estima-se um incremento de aproximadamente 15% nos aportes destinados à área;
Liderança na América Latina: O Brasil mantém a primeira posição regional em investimentos em tecnologia e figura como o 9º país que mais investe em TIC no mundo;
Setor Financeiro como Destaque: Bancos e instituições financeiras seguem na linha de frente, direcionando recursos expressivos para fortalecer a segurança cibernética e proteger operações críticas.
Fatores que impulsionam o crescimento
LGPD mais madura e fiscalização ativa: Com a atuação da ANPD fortalecida já que agora foi elevada ao “status” de Agenda Regulatória, através da MP 1317/2025, as empresas têm sido pressionadas a adotar práticas mais robustas de conformidade, o que naturalmente exige maior investimento.
Escalada de ataques digitais: O Brasil figura entre os países mais visados por cibercriminosos, estimulando organizações de todos os setores a reforçarem suas estratégias de proteção para evitar perdas financeiras e danos reputacionais.
Transformação tecnológica acelerada: A digitalização crescente, o avanço do comércio eletrônico e o uso ampliado de tecnologias como Inteligência Artificial tornam indispensáveis soluções de segurança mais avançadas e eficazes.
Desafios e tendências para os próximos anos
Mesmo com o aumento expressivo de recursos destinados ao setor, ainda há desafios na consolidação de uma proteção de dados eficiente. Entre as principais tendências que devem marcar o período estão:
Uso de arquiteturas híbridas, integrando infraestrutura, segurança e gestão de dados;
Fortalecimento da cultura de segurança, com práticas de security-by-design incorporadas desde a concepção de sistemas e processos, uma das exigência da própria LGPD (artigo 46 §2°, LGPD);
Crescimento na contratação de MSSPs, demonstrando maior adesão à terceirização especializada para a gestão de segurança cibernética.
Fonte: Contábeis


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